Eu conseguirei me controlar?
Tô esperando Felipe ligar pra mim faz uma hora. Não ligarei!
Nunca tive problema com ligações e Felipe. Graças a Deus, ele sempre foi muito atencioso nessa área. Mas, de um tempo pra cá, ele inventou de crescer e arrumou um emprego. Até aí tudo bem. O problema é que o emprego deu cria e se transformou em dois.
Isso significa que eu, que já era obrigada a dividi-lo com o mundo inteirinho, ainda tenho que compartilhar das migalhas que me restaram com dois trabalhos e um curso. Estou completamente desgovernada, não sei como agir. Esta semana, eu só o vi umas 3 vezes. Ontem, se falei 2 minutos ao telefone com ele foi muita coisa.
Tenho saudade do meu namorado. Hj, vi a foto de um casal amigo nosso e fiquei com inveja, querendo meu príncipe perto de mim. Falta grande ele faz. Volta, príncipe? Vamos ser mendigos sem trabalho e viver de amooooor ou ,ainda, compremos uma Kombi e viremos Hippies. Quero vc comiiiiigo!
Hahaha Ainda bem que ele está sem internet e não vai poder ler essa postagem melosa e ficar cheio de perna. São estes tipos de post que acabam com a minha reputação: eu sou macha! grrr
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cópia
Tem uma menina que quer tudo que eu quero. É incrível! Já me deparei inúmeras vezes com a presença dela nas coisas que frequento, nos convites que eu recebo. Na verdade, a gente tem trilhado uma batalha silenciosa que oscila entre 1 e 2 lugares. Eu já disse que é incrível? Pois é isso mesmo: não-crível!
Eu não sei, mas eu olho e vejo nela muito de mim. Claro que não existe nela um pingo da tapadisse que me domina. Só que o resto, meu Deus, é como me ver desfilando nos corredores e notar como eu poderia ser se me deixasse solta. Qual o mínimo de diferença que afasta duas pessoas?
Pois é, post sem sentido. Mas é porque sempre tive vontade de falar sobre isso e sempre me esqueço - vale salientar que eu esqueço de quase tudo. Outro dia volto com um textinho melhor acerca do mesmo assunto.
Eu não sei, mas eu olho e vejo nela muito de mim. Claro que não existe nela um pingo da tapadisse que me domina. Só que o resto, meu Deus, é como me ver desfilando nos corredores e notar como eu poderia ser se me deixasse solta. Qual o mínimo de diferença que afasta duas pessoas?
Pois é, post sem sentido. Mas é porque sempre tive vontade de falar sobre isso e sempre me esqueço - vale salientar que eu esqueço de quase tudo. Outro dia volto com um textinho melhor acerca do mesmo assunto.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Num sei, só sei q foi assim.
Pessoas entediadas, não se encham de esperança porque o que lerão aqui apenas prolongará o tédio.
Como sabem, eu faço Letras e, by the way, amo o meu curso. Não poderia imaginar outro melhor - claro, um com mais futuro, poderia, um que forneça segurança financeira também, mas um melhor, NÃO.
No primeiro semestre, por puro preconceito, abandonei uma cadeira importantíssima para o bom andamento das outras cadeiras de Literatura: Introdução aos Estudos Literários. Ainda, convém salientar que o meu curso é composto quase que 50% ou mais de cadeiras de Literatura. Antes de me chamar de irresponsável, quero avisar que procurei me informar se a disciplina era realmente pré-requisito com as incompetentes da coordenação. E me disseram muito seguramente que não.
Então, eu pobreignorante,continuei com o meu plano infalível de abandonar a cadeira e depois consegui me matricular normalmente em todas as cadeiras de Literatura dos outros 4 períodos. Na realidade, cursei 7, S-E-T-E, disciplinas. Agora, quando eu pensava que nada mais poderia acontecer porque tinha passado pelo quinto dos infernos, o sexto período já começa bombando - pro mal, mas tá bombando, em cima de mim, mas tá bombando.
Não consegui me matricular em nenhuma cadeira de Literatura, são duas este semestre. Fiquei mal demais, e ainda estou, porque eu não aguentarei um semestre inteiro sem essa disciplina, mesmo tendo os piores professores, Literatura é sempre Literatura.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas e já passei por coisas piores lá dentro. Por isso que ainda não me desesperei totalmente. Praticamente dormi na universidade tentando me matricular na bendita cadeira, falei com Severino Elias (o papa), falei com as tapadas da coordenação do curso quesinceramentenãoseipraquesevemouoquêestãofazendolá, e não consegui resolver nada. Então fui orientada por uma coordenadora de alguma coisa a entrar com um requerimento no Protocolo Geral da UFPB. Foi o que eu fiz. Mas ela me alertou que provavelmente eu não conseguiria aprovação a tempo de cursar as disciplinas este período. Ou seja: me lasquei! De um jeito ou de outro, atrasar-me-ei.
Tô pensando em chamar Chapolin Colorado. Mas eu acho que se ele pudesse ajudar já teria gritado: Não Contavam com a minha Astúcia.
Agora é só mofar!
Orem por mim :*
Como sabem, eu faço Letras e, by the way, amo o meu curso. Não poderia imaginar outro melhor - claro, um com mais futuro, poderia, um que forneça segurança financeira também, mas um melhor, NÃO.
No primeiro semestre, por puro preconceito, abandonei uma cadeira importantíssima para o bom andamento das outras cadeiras de Literatura: Introdução aos Estudos Literários. Ainda, convém salientar que o meu curso é composto quase que 50% ou mais de cadeiras de Literatura. Antes de me chamar de irresponsável, quero avisar que procurei me informar se a disciplina era realmente pré-requisito com as incompetentes da coordenação. E me disseram muito seguramente que não.
Então, eu pobreignorante,continuei com o meu plano infalível de abandonar a cadeira e depois consegui me matricular normalmente em todas as cadeiras de Literatura dos outros 4 períodos. Na realidade, cursei 7, S-E-T-E, disciplinas. Agora, quando eu pensava que nada mais poderia acontecer porque tinha passado pelo quinto dos infernos, o sexto período já começa bombando - pro mal, mas tá bombando, em cima de mim, mas tá bombando.
Não consegui me matricular em nenhuma cadeira de Literatura, são duas este semestre. Fiquei mal demais, e ainda estou, porque eu não aguentarei um semestre inteiro sem essa disciplina, mesmo tendo os piores professores, Literatura é sempre Literatura.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas e já passei por coisas piores lá dentro. Por isso que ainda não me desesperei totalmente. Praticamente dormi na universidade tentando me matricular na bendita cadeira, falei com Severino Elias (o papa), falei com as tapadas da coordenação do curso quesinceramentenãoseipraquesevemouoquêestãofazendolá, e não consegui resolver nada. Então fui orientada por uma coordenadora de alguma coisa a entrar com um requerimento no Protocolo Geral da UFPB. Foi o que eu fiz. Mas ela me alertou que provavelmente eu não conseguiria aprovação a tempo de cursar as disciplinas este período. Ou seja: me lasquei! De um jeito ou de outro, atrasar-me-ei.
Tô pensando em chamar Chapolin Colorado. Mas eu acho que se ele pudesse ajudar já teria gritado: Não Contavam com a minha Astúcia.
Agora é só mofar!
Orem por mim :*
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Cabô
O periodo terminou: graças a Deus!
Sinceramente, eu não tava aguentando mais.
Já tinha começado o período desgastada e tô terminando um bagaço.
Tirei algumas notas horríveis, mas depois não dormi para recuperá-las. Passei algumas noites estudando e acordava um lixo, mas sobrevivi.
Ai, que boooom!
Agora posso ir ao cinema com o boyfriend e comer doritos até morrer.
=D
Maaaaaaaaaaaaas, em compensação, tenho um monte de coisa do PIBIC pra ler =~~
E tô querendo fazer uma coisa aí ainda. Sabe né? Coisas que me levarão ao mestrado. hohoho
:)
Quantos pontos será que meu CRE vai subir este semestre? Tô doidinha pra ver se vai aumentar um decimozinho que seja. Ou será que vai diminuir? :O Pode não!
Agora vou ao shopping.
=**
Sinceramente, eu não tava aguentando mais.
Já tinha começado o período desgastada e tô terminando um bagaço.
Tirei algumas notas horríveis, mas depois não dormi para recuperá-las. Passei algumas noites estudando e acordava um lixo, mas sobrevivi.
Ai, que boooom!
Agora posso ir ao cinema com o boyfriend e comer doritos até morrer.
=D
Maaaaaaaaaaaaas, em compensação, tenho um monte de coisa do PIBIC pra ler =~~
E tô querendo fazer uma coisa aí ainda. Sabe né? Coisas que me levarão ao mestrado. hohoho
:)
Quantos pontos será que meu CRE vai subir este semestre? Tô doidinha pra ver se vai aumentar um decimozinho que seja. Ou será que vai diminuir? :O Pode não!
Agora vou ao shopping.
=**
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A Cura da Morte
Desde criança eu costumava pensar na morte - mesmo com os poucos neurõnios que tinha.
Era muito difícil pra mim, pensar na vida junto com a morte e achar algum sentido nisso. Porque, pensando bem, quando alguém passa certo período de tempo em algum lugar, essa pessoa geralmente tem algum objetivo, qualquer que seja: viajar, se divertir, estudar e etc. Mas então qual é a finalidade de todo o tempo que a gente passa aqui, se no final tudo leva a nada? Acreditem ou não, eu ficava muito angustiada.
Terça-feira minha tia morreu. É, minha tia porque participou muito da minha vida e eu não poderia considerá-la de outra forma. Me ajudou muito, me dava assistência quando eu precisava de algum reparo - principalmente odontológico- de qualquer coisa.
Um dia, do nada, ela começou a se sentir um pouco cansada, com algumas dores nas costas. Achou que era normal. Quando a situação começou a ficar insustentável procurou um médico e descobriu que tinha cancer; cancer no pancreas.
Durante o período que ela ficou interna no hospital, pesquisei muitas coisas sobre a doença. Não sabia que esse orgão era tão vital. Pois ele é! Geralmente quando os doentes descobrem já estão em estágio terminal. Restam apenas uns 4 meses de vida. Foi o caso dela. Depois de 2 meses e meio, morreu.
Nunca uma morte me afetou tanto. Acima de tudo porque lembro da vivacidade dela, da disposição e de repente uma doença acaba com tudo.
Pra mim, o mais injusto na morte é a imprevisão. Ninguém nunca vai ter chance de dizer adeus a alguém com todo o vigor que faria, se soubesse que a partida é definitiva. Qual a última coisa que se pode dizer a alguém?
Sabe, a Bíblia diz que é melhor estar em uma casa onde há luto porque ali se reflete sobre o fim das coisas. Sabe por quê? Porque por mais que se saiba da morte, do quão dolorosa ela é, e que todos vão passar por isso, parece que com o passar do tempo essa consciência vai se tornando abstrata. A gente passa a viver como se fosse eterno: machuca todo mundo, se irrita, planeja e até se esquece de Deus.
E eu? Eu sou uma dessas pessoas também. Às vezes me iludo, procuro algo que permanentemente me satisfaça e: NÃO EXISTE. Enquanto olhar pra tudo que eu tenho e procurar satisfação nisso, simplesmente pelo que são, tudo vai ser ridicularmente pequeno pro tamanho do vazio dentro de mim. E, por exigir tanto de coisas terrenas, vou passar a olhar às pessoas que me amam como pequenas e incapazes, incapazes de me satisfazer. Mas na realidade a única incapaz serei eu: de não reconhecer que eu preciso de algo maior: de Deus.
Então eu falo como Agostinho: Fizeste-nos para ti, Deus e estamos inquietos até que a nossa alma descanse em ti.
Aí, quando eu começo a descrer, a me desiludir, desacreditar da vida, eu vejo que nada, absolutamente nada, tem sentido longe de Deus.
E você? Já deve ter escutado isso muitas vezes, mas quantas vezes parou pra pensar realmente no sentido da vida? Se fala tanto que a vida é passageira que isso parece sugerir uma verdade meio dormente. Dormente, é. Você sempre se coloca fora das possibilidades de morte. Eu sei porque também sou assim.
Qual o sentido da sua vida? O que você vai fazer depois com as coisas que são o centro de sua preocupação hoje? O que elas vão valer na eternidade?
Tem sim algum sentido nisto tudo:
" Na verdade vos digo quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entrará em condenação, mas passou da morte para vida" Jo 5.24
Verdade, ela não encontrou cura para o cancêr, mas encontrou a cura da morte.
Tia, até breve! :)
Era muito difícil pra mim, pensar na vida junto com a morte e achar algum sentido nisso. Porque, pensando bem, quando alguém passa certo período de tempo em algum lugar, essa pessoa geralmente tem algum objetivo, qualquer que seja: viajar, se divertir, estudar e etc. Mas então qual é a finalidade de todo o tempo que a gente passa aqui, se no final tudo leva a nada? Acreditem ou não, eu ficava muito angustiada.
Terça-feira minha tia morreu. É, minha tia porque participou muito da minha vida e eu não poderia considerá-la de outra forma. Me ajudou muito, me dava assistência quando eu precisava de algum reparo - principalmente odontológico- de qualquer coisa.
Um dia, do nada, ela começou a se sentir um pouco cansada, com algumas dores nas costas. Achou que era normal. Quando a situação começou a ficar insustentável procurou um médico e descobriu que tinha cancer; cancer no pancreas.
Durante o período que ela ficou interna no hospital, pesquisei muitas coisas sobre a doença. Não sabia que esse orgão era tão vital. Pois ele é! Geralmente quando os doentes descobrem já estão em estágio terminal. Restam apenas uns 4 meses de vida. Foi o caso dela. Depois de 2 meses e meio, morreu.
Nunca uma morte me afetou tanto. Acima de tudo porque lembro da vivacidade dela, da disposição e de repente uma doença acaba com tudo.
Pra mim, o mais injusto na morte é a imprevisão. Ninguém nunca vai ter chance de dizer adeus a alguém com todo o vigor que faria, se soubesse que a partida é definitiva. Qual a última coisa que se pode dizer a alguém?
Sabe, a Bíblia diz que é melhor estar em uma casa onde há luto porque ali se reflete sobre o fim das coisas. Sabe por quê? Porque por mais que se saiba da morte, do quão dolorosa ela é, e que todos vão passar por isso, parece que com o passar do tempo essa consciência vai se tornando abstrata. A gente passa a viver como se fosse eterno: machuca todo mundo, se irrita, planeja e até se esquece de Deus.
E eu? Eu sou uma dessas pessoas também. Às vezes me iludo, procuro algo que permanentemente me satisfaça e: NÃO EXISTE. Enquanto olhar pra tudo que eu tenho e procurar satisfação nisso, simplesmente pelo que são, tudo vai ser ridicularmente pequeno pro tamanho do vazio dentro de mim. E, por exigir tanto de coisas terrenas, vou passar a olhar às pessoas que me amam como pequenas e incapazes, incapazes de me satisfazer. Mas na realidade a única incapaz serei eu: de não reconhecer que eu preciso de algo maior: de Deus.
Então eu falo como Agostinho: Fizeste-nos para ti, Deus e estamos inquietos até que a nossa alma descanse em ti.
Aí, quando eu começo a descrer, a me desiludir, desacreditar da vida, eu vejo que nada, absolutamente nada, tem sentido longe de Deus.
E você? Já deve ter escutado isso muitas vezes, mas quantas vezes parou pra pensar realmente no sentido da vida? Se fala tanto que a vida é passageira que isso parece sugerir uma verdade meio dormente. Dormente, é. Você sempre se coloca fora das possibilidades de morte. Eu sei porque também sou assim.
Qual o sentido da sua vida? O que você vai fazer depois com as coisas que são o centro de sua preocupação hoje? O que elas vão valer na eternidade?
Tem sim algum sentido nisto tudo:
" Na verdade vos digo quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entrará em condenação, mas passou da morte para vida" Jo 5.24
Verdade, ela não encontrou cura para o cancêr, mas encontrou a cura da morte.
Tia, até breve! :)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Eu também acho
Mas Luísa não acreditava que um homem que gostava tanto de viagens, de cavalos, de aventura, pudesse dar um bom marido.
Sebastião era de opinião que às vezes sossegavam, e eram homens de família...
- Tem mais experiência - disse.
- Mas um fundo leviano - observou ela.
O Primo Basílio - Eça de Queirós
Sebastião era de opinião que às vezes sossegavam, e eram homens de família...
- Tem mais experiência - disse.
- Mas um fundo leviano - observou ela.
O Primo Basílio - Eça de Queirós
Vamos às Publicações Alheias: Recebi este texto de Mel e Gostei. Então: leiam, pessoas!
********************
Só pra tentarmos entender, eis duas historinhas que envolvem o amor.
A primeira: uma mulher namora um príncipe encantado por três meses e então descobre que ele não é príncipe coisa nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. “São todos assim, os homens”. Ela resmunga mais uma vez: “Não dá mesmo para acreditar no amor”.
[Pausa]. Agora me digam: o que o amor tem a ver com isso? Por que o amor tem que levar a culpa desses desencontros? Que a princesinha não acredite mais no [ou nos...] Pedro’s, Paulo’s ou Joao’s, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e a partir daí não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continua tentando. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para fazer feliz! Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos [talvez um abraço], um muito obrigada e até a próxima. Fazer o quê? Tentou-se! Dispense namorados, mas não o amor. Áh, o amor... esse estará sempre a postos. Viver sem amor por um tempo é normal. Viver sem amor pra sempre... será azar ou incompetência? Só não pode, definitivamente, ser uma escolha! Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão pra existir. E não me venha com balelas de que ama-se amigos, família, filhos e cachorros, pois não é com eles que você fica de mãos dadas no cinema.
Eis a segunda história: uma mulher ama profundamente um homem e é por ele amada da mesma forma e se gostam de uma maneira quase indecente, de tão certo que dá a relação. Tudo funciona como um relógio que ora atrasa, ora adianta, mas não pára, um tiquetaque que ela nem sequer divulga para as amigas, não espalha, não divide, adivinhe por quê? Medo. Morre de medo desse amor que funciona, desse amor que é desacreditado em matérias de jornais e em pesquisas, desse amor que deram como morto e enterrado, mas que com ela a chama não acaba e que ainda ameaça ser eterno. Medo, a pobre mulher sente. E cada vez sente mais, e nem sabe de que, mas sente. Medo de não merecê-lo, medo de perdê-lo, medo do dia seguinte, medo das estatísticas, medo dele descobrir que ela tem medo, medo dos exemplos das outras mulheres, daquela mulher da primeira história, por exemplo, que se iludiu com mais um bobalhão que desapareceu sem deixar rastros – ou será que a bobalhona foi ela? Nunca se sabe. Mas o fato é que terminou o tal “amor” da mulher da primeira história, enquanto que essa mulher da segunda história, essa criatura feliz e apaixonada é ao mesmo tempo infeliz e temerosa porque teve a sorte [será sorte mesmo ou escolha ou...sei lá o que?!] de ser premiada com aquilo que tanta gente busca: o tal amor como se sonha.
Eis a conclusão: temos uma mulher infeliz por ter amor de menos, e outra, infeliz também, mas por ter amor demais. E ele, o amor, é injustamente crucificado por ambas. Vá entender! Coitado do amor, é sempre acusado de provocar dor, quando deveria ser reverenciado simplesmente por ter acontecido em nossa vida, mesmo que sua passagem tenha sido breve. E se não foi, se permaneceu em nossa vida, é luxo supremo. Afinal, ele é ou não o caminho excelente? Qualquer amor merece nossa total indulgência, porque quem costuma estragar tudo, queridos, não é ele, somos nós.
************************
Já deu pra saber qual das duas eu sou, né? Pois é! =:::
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Só pra tentarmos entender, eis duas historinhas que envolvem o amor.
A primeira: uma mulher namora um príncipe encantado por três meses e então descobre que ele não é príncipe coisa nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. “São todos assim, os homens”. Ela resmunga mais uma vez: “Não dá mesmo para acreditar no amor”.
[Pausa]. Agora me digam: o que o amor tem a ver com isso? Por que o amor tem que levar a culpa desses desencontros? Que a princesinha não acredite mais no [ou nos...] Pedro’s, Paulo’s ou Joao’s, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e a partir daí não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continua tentando. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para fazer feliz! Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos [talvez um abraço], um muito obrigada e até a próxima. Fazer o quê? Tentou-se! Dispense namorados, mas não o amor. Áh, o amor... esse estará sempre a postos. Viver sem amor por um tempo é normal. Viver sem amor pra sempre... será azar ou incompetência? Só não pode, definitivamente, ser uma escolha! Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão pra existir. E não me venha com balelas de que ama-se amigos, família, filhos e cachorros, pois não é com eles que você fica de mãos dadas no cinema.
Eis a segunda história: uma mulher ama profundamente um homem e é por ele amada da mesma forma e se gostam de uma maneira quase indecente, de tão certo que dá a relação. Tudo funciona como um relógio que ora atrasa, ora adianta, mas não pára, um tiquetaque que ela nem sequer divulga para as amigas, não espalha, não divide, adivinhe por quê? Medo. Morre de medo desse amor que funciona, desse amor que é desacreditado em matérias de jornais e em pesquisas, desse amor que deram como morto e enterrado, mas que com ela a chama não acaba e que ainda ameaça ser eterno. Medo, a pobre mulher sente. E cada vez sente mais, e nem sabe de que, mas sente. Medo de não merecê-lo, medo de perdê-lo, medo do dia seguinte, medo das estatísticas, medo dele descobrir que ela tem medo, medo dos exemplos das outras mulheres, daquela mulher da primeira história, por exemplo, que se iludiu com mais um bobalhão que desapareceu sem deixar rastros – ou será que a bobalhona foi ela? Nunca se sabe. Mas o fato é que terminou o tal “amor” da mulher da primeira história, enquanto que essa mulher da segunda história, essa criatura feliz e apaixonada é ao mesmo tempo infeliz e temerosa porque teve a sorte [será sorte mesmo ou escolha ou...sei lá o que?!] de ser premiada com aquilo que tanta gente busca: o tal amor como se sonha.
Eis a conclusão: temos uma mulher infeliz por ter amor de menos, e outra, infeliz também, mas por ter amor demais. E ele, o amor, é injustamente crucificado por ambas. Vá entender! Coitado do amor, é sempre acusado de provocar dor, quando deveria ser reverenciado simplesmente por ter acontecido em nossa vida, mesmo que sua passagem tenha sido breve. E se não foi, se permaneceu em nossa vida, é luxo supremo. Afinal, ele é ou não o caminho excelente? Qualquer amor merece nossa total indulgência, porque quem costuma estragar tudo, queridos, não é ele, somos nós.
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Já deu pra saber qual das duas eu sou, né? Pois é! =:::
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